Chegou o nº 1: Ronaldo volta ao Paysandu

Depois de quase dez dias de negociações entre o Paysandu e Ronaldo, o clube bicolor chegou a um acerto com o experiente goleiro, que se apresentou no final da manhã de ontem, na Curuzu, e à tarde já participou das atividades físicas...

Desabafo de Sérgio Chermont, conselheiro bicolor

Depois de muita insistência, Sérgio Chermont, 58, odontólogo, conselheiro bicolor, resolveu falar para o Tudão e Tudinho. Chermont foi convidado pelo engenheiro Olívio a fazer parte do grupo que vai comandar o futebol bicolor...

Uma nova esperança no reino bicolor

No Paysandu, pouca coisa mudou nos últimos anos. A estrutura é precária: faltam investimentos, profissionais qualificados e um pouco de boa vontade por parte dos dirigentes...

Facebook soupapao Facebook soupapao Mp3 paysandu Facebook soupapao
Facebook soupapao

domingo, 29 de janeiro de 2012

Nad ameniza superioridade do Remo

O futuro do Paysandu no primeiro turno do Campeonato Paraense 2012 depende de um resultado positivo no clássico de hoje à tarde, contra o Clube do Remo. Se vencer, o Papão ganha moral para seguir em busca da classificação, mas se perder o time comandado pelo técnico Nad praticamente dá adeus à primeira etapa da disputa. Apesar da situação, o treinador alviceleste conta que venceu quase todos os clássicos que disputou contra o maior rival, se sente tranquilo, não vê o Leão como favorito, além de seguir apostando na garotada das divisões de base. Confira:
Bola: O Paysandu perdeu três das quatro partidas que disputou neste primeiro turno e corre riscos de não se classificar. Por conta disso, você se sente pressionado para a disputa de um jogo tão importante como é o Re-Pa?
Nad: Não me sinto, não, eu estou tranquilo. Eu acho que no futebol você vive de resultados; quando ele vem, você está tranquilo, e quando não vem você tem de se preocupar. Mas eu não estou preocupado, estou ciente do que faço, estou trabalhando forte, firme, procurando da melhor maneira possível.
Bola: O atual momento dos remistas é melhor pela posição na tabela, mas você, como jogador, já viu muita coisa acontecer em clássico, seja num
Re-Pa ou em outro. O Remo é o favorito ou na hora do jogo as coisas se igualam?
Nad: Pela história da competição, o Remo vem de três vitórias e um empate, está invicto. Pelos resultados, eles são os favoritos, mas dentro de campo, num Re-Pa, não vai existir isso. Eu acho que na hora muda tudo, entram a camisa, a história, o profissionalismo de cada um, a busca pelo resultado.
Bola: A maioria do provável time titular nunca disputou um Re-Pa pelo time profissional. Como trabalhar a ansiedade da garotada e como eles reagem a isso?
Nad: Todos eles já estão acostumados a acompanhar a história de Paysandu e Remo. Alguns já jogaram o Re-Pa na época da base, então sabem como é a cobrança que vem desde lá de baixo. O Re-Pa é gostoso, todo mundo gosta de jogar, o clássico dá história, dá confiança, dá maturidade.
Bola: Você já disputou diversos clássicos no passado, na época em que era jogador. Que dica pode ser dada a esses atletas que estão no início da carreira profissional?
Nad: Quando eu cheguei aqui havia aquela história de Re-Pa, Re-Pa... E isso acontece até hoje com todo o jogador que chega de fora, todo mundo fala do clássico, a situação, se não ganhar ‘nego’ fica desempregado, mas se vencer fica na história. Então, não adianta se preocupar com isso, eles precisam se preocupar em jogar o futebol deles.
Bola: Como treinador, você já disputou sete clássicos e venceu seis, inclusive um jogo histórico, a quebra do tabu. Enfrentar o Remo é diferente do que jogar contra outra equipe qualquer?
Nad: É diferente porque o Re-Pa faz parte da história. Você entra para a história do clube, o clássico dá confiança, dá moral à torcida, então o Re-Pa é tudo. Estou em Belém há, praticamente, 27 anos e durante o tempo em que joguei futebol enfrentei o Remo várias vezes, já venci mais do que perdi. Acredito que durante o tempo em que joguei contra o Remo, como jogador, se eu perdi seis jogos foram muitos.
Bola: Na época em que o tabu foi quebrado grande parte do atual elenco ainda era criança, muitos não devem lembrar aquele episódio, mas essa é uma das histórias do Re-Pa que podem ser contadas a esses jogadores?
Nad: Não dá para lembrar porque eu acho que cada um tem uma história. Naquela época tinha um grupo mais maduro, experiente, com jogadores de idade, que já tinham história no futebol nacional. Os jogadores de agora são jovens, estão começando agora, buscando espaço no time, então não adianta ficar lembrando isso, porque faz parte do passado, acho que a história deles tem de ser feita a partir de agora, depois desse Re-Pa. 
Diário do Pará

sábado, 28 de janeiro de 2012

Paysandu e Remo fazem o clássico de número 710 na história da maior rivalidade do Norte


A 5ª rodada da Taça Cidade de Belém, o primeiro turno do Campeonato Paraense, promete ser emocionante. Dois times podem se classificar para as semifinais dependendo dos resultados: Remo e Águia ou Cametá. Além disso, a rodada vai marcar também o primeiro Re-Pa da temporada 2012.

Antes do maior clássico do Norte, duas partidas vão agitar a rodada neste sábado. Pela manhã, às 10h30 (de Brasília) a Tuna Luso tenta manter vivas as suas chances de classificação contra o São Francisco, no Estádio Souza, em Belém. O time lusitano é o penúltimo colocado, com três pontos. Os visitantes estão em quarto, com seis.
A outra partida acontecerá à noite. Às 21h30, o Cametá recebhe o Águia, em umna partida de seis pontos. Com nove pontos, no segundo lugar, o clube de Marabá pode garantir sua vaga se vencer e contar com tropeços de São Raimundo, Paysandu e Tuna. O mesmo valeria para os donos da casa.

Clássico Rei da Amazônia
No domingo, todas as atenções estarão voltadas para o Re-Pa de número 710 da história. Remo e Paysandu se enfrentam, às 17 horas, no Mangueirão, em situações opostas. O Remo pode garantir sua vaga às semifinais. Com dez pontos, na liderança, o time precisa vencer e torcer por tropeço de São Raimundo. Já Papão está no sexto lugar, com apenas três pontos.

Re-Pa ou Clássico Rei da Amazônia é o clássico mais vezes disputado no futebol brasileiro. Até hoje, Remo e Paysandu já se enfrentaram em incríveis 709 oportunidades. São 249 vitórias remistas, 240 empates e 220 vitórias bicolores. O Leão anotou 929 gols e sofreu 915.

A maior invencibilidade na história é remista. De 31 de janeiro de 1993 a 7 de maio de 1997, o Remo ficou 33 clássicos sem perder para o rival. Foram 21 vitórias e 12 empates. A maior série invicta do Papão foi de apenas 13 jogos (seis vitórias e sete empates), em 1970.

No entanto, nem só de estatísticas negativas vive o Paysandu. O time bicolor pode se gabar de ter a maior goleada da história do confronto. Aconteceu em 1945, quando aplicou 7 a 0 sobre o rival.

Além disso, o Papão detém a melhor estatística de todas: É o recordista de títulos estaduais. São 44 taças contra 42 do rival. E ainda conquistou os últimos dois títulos paraenses, antes do Independente levantar a taça em 2011.

Confira os jogos da 5ª rodada da Taça Cidade de Belém:

Sábado
10h30
Tuna Luso x São Francisco

21h30
Cametá x Águia

Domingo
17h
Paysandu x Remo

19h30
São Raimundo x Independente

Futebol Interior

Missão do Paysandu é acabar com o ambiente pesado

Comissão técnica trabalha para evitar que a crise se estabeleça (Foto: Marcelo Lelis)
Vencer o clássico de amanhã, para o Paysandu, significa manter as chances de obter a classificação às semifinais do primeiro turno do Campeonato Paraense 2012. Além de melhorar a situação do time na tabela, um resultado positivo diante do maior rival vai servir, sobretudo, para elevar a confiança dos bicolores. Foi com o objetivo de pôr um fim à sequência negativa que os jogadores comandados pelo técnico Nad trabalharam nos últimos antes do clássico, com a cautela máxima, observando os principais erros cometidos nas partidas disputadas.
O volante Neto explica que o treinador tem falado com o grupo sobre as falhas, tanto no sistema defensivo, como ofensivo. “Estamos perdendo muitos gols e isso não pode se repetir. Esse jogo é muito importante para a gente, são mais do que três pontos, até. A nossa intenção é vencer e conquistar nossa recuperação. O professor tem nos passado tranquilidade, dizendo para nós termos calma dentro de campo. Perdemos esses jogos, mas uma hora os bons resultados vão aparecer”, aposta.
Apesar de o rival estar em melhor situação no certame estadual, Neto acredita que em clássico nem sempre o “favorito” vence, além de prever uma possível reviravolta na crise a qual os bicolores atravessam. “Em Re-Pa é assim, a crise é para quem perde, na hora tudo fica igual”, aposta.

EM NÚMEROS
7 pts Separam o Remo do Paysandu no Campeonato Paraense 2012.

Diário do Pará

Neto e Billy têm o treino de hoje para provar que um deles pode ser o titular da cabeça de área ao lado de Vânderson

Dntre as disputas por uma das vagas para amanhã, uma delas está entre duas crias do clube. Neto e Billy correm contra o tempo até hoje para provar que um deles pode ser o titular da cabeça de área ao lado de Vânderson. No coletivo de ontem, quem esteve mais tempo entre os titulares foi Billy, recuperado de uma lesão muscular. Neto vem jogando e fala da importância do clássico para eles.

"Esse jogo é muito importante para a gente. São mais do que três pontos, até. A nossa intenção é vencer e conquistar nossa recuperação. O professor tem nos passado tranquilidade, dizendo para termos calma dentro de campo. Perdemos esses jogos, mas uma hora os bons resultados vão aparecer. Estamos tentando consertar o que erramos. O Nad tem falado conosco sobre isso, sobre os erros na frente e atrás. Estamos perdendo muitos gols e isso não pode se repetir", afirmou Neto.

Mesmo com a campanha ruim, o volante aposta numa recuperação bicolor. Ele lembra o histórico dos clássicos estaduais em que o favorito nem sempre deixou o campo como vencedor. "Em Re x Pa é assim, a crise é para quem perde e muitas vezes o favorito não é quem vence. Na hora tudo fica igual."

Apesar da falta de tempo para treinos entre um jogo e outro, o meio-campista minimiza esse problema ao lembrar que a maior parte do time vem jogando junto há tempos, o que garante pelo menos o entrosamento. "É um jogo atrás do outro, mas o pessoal da base se conhece faz tempo e temos entrosamento. Infelizmente, o Campeonato Paraense é disputado assim e temos que nos adaptar. É normal que haja um desgaste, mas, por enquanto, não tem nos atrapalhado."

Amazônia Jornal

Nad está na corda bamba, mas o técnico bicolor não se abala

Ele sabe o que está fazendo e, se os resultados não estão aparecendo, em maior parte vem da falta de planejamento do Papão no início da temporada. Prefere nem comentar sobre especulações e sim sobre o trabalho que vem sendo feito. 'O tempo é curto, outros jogadores estão chegando para trabalhar. Estamos trabalhando com um grupo jovem, de muita qualidade, que precisa de paciência. Há jogador de qualidade chegando para dar suporte aos mais novos', analisou.

Ao não confirmar ontem o time titular, Nad explicou que ele mesmo tem dúvidas e que mesmo o trabalho de hoje de manhã pode não ser suficiente ainda para dirimi-las. 'Temos que treinar as opções, ver a condição de todos os jogadores, os que chegaram agora e estão trabalhando; sentir como está a situação de cada um deles, a parte física, para fazer uma avaliação', explicou. 'Durante o trabalho, tanto aqueles jogadores que começaram, como os que entraram depois, deram uma resposta boa. Estamos tranquilos em cima disso. Vamos trabalhar mais um pouco amanhã (hoje) para definir a equipe que sai jogando', completou o treinador.

Com experiência como ex-zagueiro e treinador em clássicos com o maior rival, Nad conversou bastante com seus comandados, em especial os mais novos. Amanhã, quando entrarem em campo, eles sabem que o depois dos 90 minutos mudará tudo. Para o bem ou para o mal. 'Já conversei com os jogadores sobre como um Re x Pa pode mudar tudo. Eles estão cientes do que pode acontecer.'

Amazônia Jornal

Depois do fiasco contra o águia, até o queridinho da torcida Bartola pode virar titular no Re x PA de amanhã

O técnico não confirmou, mas os indícios são fortes de que o time bicolor terá mudanças significativas para o clássico de amanhã com o Clube do Remo. Ontem de manhã, durante o coletivo apronto, Nad promoveu quatro modificações em relação à equipe que perdeu para o Águia no meio de semana. O zagueiro Douglas, o volante Billy, o meia Kariri e o atacante Bartola foram as novidades. O treinador esquivou-se, disse que ainda tem mais um treino hoje para definições finais, mas é quase certo que o Paysandu para amanhã deva ter: Paulo Rafael no gol; Yago, Douglas, Thiago Costa e Jairinho na defesa; Vânderson, Billy, Leandrinho e Kariri no meio de campo; e Robinho e Bartola no ataque.
Nad gostou de algumas coisas que viu no apronto, em especial a presença de um homem mais experiente na defesa. Do meio para o ataque, a movimentação foi outra coisa que o agradou. 'Ele (Kariri) movimentou bem, fez o time andar soltando a bola, o que facilita para o pessoal da frente. O Douglas também entrou bem. É um jogador que fala e cobra bastante', disse. 'O ataque é leve e tem que ter a bola trabalhada. Por isso cobrei deles uma movimentação constante, com os meias entrando na frente', completou o treinador.

Quem vive a ansiedade de ser confirmado na equipe de cima é Douglas, que entra com a missão de ajeitar a defesa. Ele sabe que entrosamento ainda não será dos melhores, mas confia que com muita conversa poderá se entender com os companheiros mais jovens. 'Estou procurando acertar com a garotada, ainda estou conhecendo eles e temos que nos comunicar bastante. A rapaziada é inexperiente e precisa de paciência, porque é talentosa e vai dar muitas alegrias ao Paysandu.'

Pedido constante de parte da torcida, Bartola deve ganhar mesmo uma chance desde o início. Nad não confirmou e ainda mostra receio em utilizar o atacante de 19 anos desde o começo, mas ontem ele foi um dos principais destaques do treinamento. 'Fiquei muito feliz por ter entrado como titular no treino. Trabalhando, a gente vai chegando ao objetivo. Se eu for escalado como titular, vou procurar fazer um bom jogo e os gols', disse.

Bartola, inclusive, lembrou do último clássico com o Remo que disputou, ainda pelo Sub-17. O papão venceu por 3 a 0 e ele deixou sua marca. 'Fiz os dois gols da final, não é? E ainda estava com o pé machucado. Agora eu vou jogar 100%, então vamos ver o que consigo render neste campeonato.'

Já o meia Kariri só não começará a partida caso Nad opte por estrategicamente utilizá-lo no decorrer do jogo. O próprio jogador admitiu que atualmente não aguenta uma partida inteira. 'A parte física atrapalha um pouco. A falta de entrosamento não interfere tanto, já que são atletas de qualidade. Eu vou dar meu máximo para ajudar. Apesar de não estar 100% fisicamente, não vai faltar vontade', garantiu.

Amazônia Jornal